O presidente do diretório do PL (Partido Liberal) em Mato Grosso, Ananias Filho, disse que a direção nacional deve decidir se vão unir ou não ao MDB (Movimento Democrático Brasileiro) para a eleição de 2026.
Ele admitiu que os filiados vivem uma disputa sobre aceitar ou não o acordo. O MDB, partido centro, continua dentre os maiores do país, o que, na eleição, representa maior tempo de TV e rádio no horário eleitoral gratuito, e fatia mais gorda do fundo de financiamento de campanhas. Os aliados seriam beneficiados com as vantagens.
“Eu sou a favor [da aliança] e vou seguir o que for determinado pela direção nacional do partido. Isso só vai se definir no ano que vem, com tranquilidade. O presidente Valdemar [da Costa Neto] tem todas as garantias que o PL de Mato Grosso vai continuar unido”, disse.
O lado contrário não quer aliança com MDB nem com outro partido que já tenha participado de chapa com Lula e o PT (Partido dos Trabalhadores). Os liberais querem uma campanha mais pura para o que chamam de “bolsonarismo raiz”.
O prefeito Abilio Brunini é um dos que defendem essa postura. No discurso que fez na manifestação pró-Bolsonaro, no fim tarde de ontem (7) em Cuiabá, ele criticou a deputada estadual Janaína Riva (MDB).
“A pessoa que ser candidata ao Senado, mas tira foto com os caras que cometem atrocidades. De que lado ela vai estar? Teremos uma senadora do MDB aqui? Com meu voto não vai ser. A gente não vai entregar o nosso país para políticos em cima do muro”, disse
Janaína Riva tem tentado costurar a aliança com liberais apoiada no parentesco dela com o senador Wellington Fagundes, pré-candidato do PL ao governo. No mês passado, Wellington prestigiou a nora na cerimônia de transferência de comando do MDB em Mato Grosso para ela. Janaína quer concorrer ao Senado.