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Natasha vai criar Rede Mulher Viva com atendimento integrado 24 horas para vítimas de violência – O Mato Grosso

A candidata ao Governo de Mato Grosso, Dra. Natasha Slhessarenko, da Coligação Mato Grosso para Todos, propõe a criação da Rede Mulher Viva, uma estrutura estadual de proteção para que mulheres vítimas de violência encontrem atendimento policial, jurídico, de saúde e acolhimento em um mesmo local, sem precisar percorrer diferentes serviços em busca de ajuda.

A proposta prevê a implantação de 16 Casas Regionais de Cuidado da Mulher, distribuídas pelas regiões do estado. As unidades deverão reunir atendimento psicossocial, delegacia especializada, Defensoria Pública e alojamento provisório, formando uma rede integrada de atendimento às vítimas.

“Muitas vezes, uma mulher que acabou de sofrer violência precisa procurar uma delegacia, depois outro local para atendimento de saúde, outro para assistência jurídica e ainda descobrir onde poderá ficar se não puder voltar para casa. É justamente no momento em que está mais vulnerável que o Estado exige dela força para percorrer uma verdadeira via-crúcis. Queremos inverter essa lógica: é o Estado que precisa se organizar em torno da mulher”, afirma Natasha.

Mato Grosso permanece entre os estados brasileiros mais atingidos pelo feminicídio. Em 2025, registrou 54 vítimas e taxa de 2,7 feminicídios para cada 100 mil mulheres, a terceira maior do país. Mais da metade das mulheres assassinadas no estado naquele ano foram vítimas de feminicídio.

Proteção durante as 24 horas do dia

Além das Casas Regionais, a Rede Mulher Viva prevê delegacias especializadas com funcionamento 24 horas e um dispositivo de emergência conectado à polícia para mulheres que estejam sob medida protetiva, com atendimento prioritário quando houver acionamento.

A proposta também estabelece acompanhamento ativo do agressor e tratamento do descumprimento de medida protetiva como situação de urgência.

“Medida protetiva precisa representar proteção de verdade. Quando uma mulher denuncia, ela precisa ter a segurança de que o Estado continuará ao lado dela depois que sair da delegacia. Não podemos esperar uma nova agressão para agir”, defende Natasha.

Outra frente será o enfrentamento à violência sexual. O plano prevê capacitação das redes de saúde, assistência social, educação, segurança e Justiça para identificação dos sinais de violência e encaminhamento adequado das vítimas, além de núcleos regionais de apoio técnico aos profissionais que atuam no interior.

Na saúde, hospitais e unidades de referência deverão contar com acolhimento com privacidade durante 24 horas. A proposta inclui coleta de vestígios e profilaxia imediata nos casos de violência sexual, acompanhamento psicológico de longo prazo e integração formal entre saúde, assistência social, segurança e Justiça.

Secretaria da Mulher com orçamento próprio

A Rede Mulher Viva fará parte de uma política estadual mais ampla voltada às mulheres. Natasha propõe criar a Secretaria de Estado da Mulher, com orçamento próprio, metas, prazos e prestação de contas.

Atualmente, as políticas relacionadas às mulheres estão distribuídas por diferentes áreas da administração estadual. A proposta é estabelecer uma estrutura responsável por coordenar as ações de segurança, saúde, assistência social e autonomia econômica.

“Política para mulher não pode aparecer apenas depois de uma tragédia. Precisa existir durante o ano inteiro, estar no orçamento e ter alguém responsável por cumprir metas e apresentar resultados. Por isso defendemos uma Secretaria da Mulher com estrutura e orçamento próprios”, afirma a candidata.

Independência financeira para romper o ciclo de violência

A estratégia também parte do princípio de que combater a violência exige enfrentar a dependência econômica que pode dificultar o rompimento com o agressor.

O plano prevê prioridade para mulheres em situação de vulnerabilidade e violência nos programas estaduais de qualificação profissional, intermediação de emprego e geração de renda, além de medidas de habitação provisória.

Para Natasha, dar condições para que a mulher reconstrua a própria vida é parte da política de proteção.

“Não basta dizer para uma mulher sair de uma relação violenta quando ela não sabe onde vai morar ou como sustentará os filhos. Segurança e autonomia econômica precisam caminhar juntas. Queremos oferecer proteção para ela sair e oportunidades para que não precise voltar”, afirma.

Estado também deverá cuidar dos filhos

Outra proposta é criar acompanhamento psicológico, social e educacional para crianças e adolescentes que perderam a mãe em decorrência de feminicídio e também para aqueles atingidos pela violência doméstica.

A medida busca enfrentar uma consequência da violência que frequentemente permanece invisível depois do crime: a situação dos filhos que ficam.

“Quando uma mulher é assassinada, a violência não termina naquele momento. Há crianças e adolescentes que perdem a mãe de maneira brutal e carregam consequências emocionais, familiares, sociais e educacionais por muitos anos. Eles também precisam ser responsabilidade do Estado”, diz Natasha.

Saúde da mulher além da violência

As propostas destinadas às mulheres não se restringem ao enfrentamento da violência. O plano de Natasha prevê ampliar a atenção integral à saúde feminina nas diferentes regiões de Mato Grosso, contemplando as várias etapas da vida da mulher.

A estratégia inclui atenção ao pré-natal, parto e puerpério, além da ampliação do cuidado em outras fases da vida, incluindo o climatério, com a proposta de reduzir desigualdades de acesso entre Cuiabá e os municípios do interior.

Para Natasha, a criação de uma política estadual para mulheres deve unir proteção, saúde e independência econômica.

“Estamos falando da mulher por inteiro. Da mulher que precisa ser protegida da violência, mas também daquela que precisa trabalhar, cuidar da saúde, criar os filhos e ter condições de construir a própria vida. A Rede Mulher Viva nasce dessa ideia: nenhuma mulher pode se sentir sozinha justamente quando mais precisa do Estado”, conclui.

Fonte: Assessoria Natasha Slhessarenko

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