Wesley Moreno/Power Mix
Nova Mutum/MT
O avanço consolidado de Mato Grosso no mercado global de biocombustíveis atraiu a atenção direta do governo dos Estados Unidos. O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) recebeu a visita técnica de representantes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O encontro estratégico teve como foco central a troca de dados e a análise do forte crescimento da produção de etanol no estado, com ênfase no processamento a partir do milho.
A comitiva americana, integrada pelo economista de agricultura do USDA, Timothy O’Neil, e pela especialista no agronegócio, Thiemi Hayashi, foi recebida pelo superintendente do Imea, Cleiton Gauer. Durante a reunião, foram apresentados indicadores que mostram Mato Grosso como um dos principais motores da transição energética no campo.
Os números apresentados ao USDA confirmam o momento de expansão. De acordo com as estimativas do Imea para a safra 2025/26:
• Etanol de milho: A produção deve atingir 6,18 milhões de metros cúbicos, um salto de 9,89% na comparação com o ciclo anterior.
• Etanol de cana-de-açúcar: O segmento deve alcançar 1,09 milhão de metros cúbicos, registrando alta de 1,37%.
• Volume total: Somadas as duas fontes, Mato Grosso projeta injetar 7,27 milhões de metros cúbicos de biocombustível no mercado, consolidando um aumento de 8,52% em relação à temporada passada.
O horizonte de longo prazo também impressionou a equipe norte-americana. As projeções do instituto indicam que o estado tem potencial para alcançar 15,02 milhões de metros cúbicos de etanol até a safra 2033/34, o que significará dobrar o volume produzido atualmente.
Os Estados Unidos são historicamente os maiores produtores mundiais de etanol de milho, e o crescimento exponencial do modelo mato-grossense mexe com o tabuleiro do comércio exterior. Segundo Cleiton Gauer, os representantes do USDA demonstraram forte interesse em entender como o aumento da oferta brasileira vai influenciar o mercado internacional nos próximos anos. Entre os temas debatidos, estiveram os impactos dessa concorrência e o fluxo das exportações norte-americanas de etanol voltadas para o Nordeste do Brasil.
“Essa foi a primeira visita que recebemos deles aqui no Instituto, mas já tivemos oportunidades de intercâmbio com o USDA. Esse reconhecimento demonstra que estamos no caminho certo, desenvolvendo estudos de qualidade”, destacou Gauer, pontuando que o encontro abre portas para um relacionamento técnico ainda mais estreito entre Mato Grosso e Washington.
PARTICIPE DE NOSSA COMUNIDADE NO WHATSAPP E FIQUE BEM INFORMADO COM NOTÍCIAS, VAGAS DE EMPREGO, UTILIDADE PÚBLICA… – CLIQUE AQUI
CURTA NOSSAS REDES SOCIAIS: FACEBOOK – INSTAGRAM